CHICLETE COM BANANA AGITA A NOITE DE SÃO PAULO
Falar que o show do Chiclete com Banana foi bom é redundande, porque se o show é do Chiclete, com certeza foi bom. Se bem que alguns shows da banda são espetaculares e assim foi a ultima apresentação dos caras, esta quinta-feira (24) no Credicard Hall. Casa bombando, muita mulher bonita e musica da melhor qualidade, é claro.
A festa já começava no estacionamento. Era difícil ver um carro que não estivesse apinhado de gente já fazendo o famoso "esquenta" para o show. Dentro da casa, a galera começou a se reunir no saguão e a temperatura começou a subir quanto mais se aproximava a hora da apresentação. E mais uma vez Bell não decepcionou. Tocou sucessos já consagrados como "Vôa Vôa", "Não Vou me Arrepender" e "Cabelo Raspadinho", além de "100% Você" que tocou 4 vezes. Com seu carisma sem igual, o vocalista do Chiclete agitou a galera por mais de duas horas e aproveitou para brincar bastante com a platéia O cara parecia estar em casa. O ponto alto do espetáculo foi quando ele começou a gritar "tira o pé do chão" em árabe. Indescritível!! Na pista, quem já está acostumado com os shows do Chiclete com Banana não se surpreendeu, muita pegação e a galera pulando sem parar um só minuto. A próxima apresentação da banda em São Paulo é no Carnabeirão que acontece no início de Abril, na cidade de Ribeirão Preto. Será que eu vou estar lá???
:: Por | 12:23 AM | ::
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Domingo, Fevereiro 20, 2005
MUITO CHANTILLY E SEVERINO PRESIDENTE
Cada vez mais eu tenho a certeza de que o mundo está mesmo de pernas para o ar. Essa semana já diz tudo. A começar pela eleição de Severino Cavalcanti como presidente da Câmara. O homem logo no seu primeiro discurso já disse que o casamento homosexual é um absurdo e tratou logo de aumentar o piso salarial da bancada. Incrivel né?? Em pleno século XXI aunda tem gente que acha que homosexualismo é doença. Inacreditável. Mas a política brasileira é um mar de lama mesmo, então nada mais me surpreende nessa área. O que me deixou realmente surpreso foi a aldácea da nova senhora Nazário de Lima. Mal colocou o anel no Ronaldinho e já tratou de podar o cara. Seus ciúmes doentios parecem não ter limítes, nem mesmo o limíte da inteligência, que parece ser algo que lhe falta. Mas falo disso depois. Acho incrível como alguém pode ser tão mal educada e, principalmente brega. Explico: na minha opinião quem casa num castelo medieval de Paris e não é de uma família real, não passa de uma pessoa brega. Depois, a moçoila só chamou convidados de renome internacional. Que amigos que nada!! Estes ela preferiu deixar lá em Minas Gerais mesmo. O que acho disso?? Brega, é claro. Agora o mais legal foi ela ter expulsado a tal da Carol Bitencourt da festa. Essa teve de tudo, além de ser o brega do brega, foi de uma falta de educação incrível. Barraco em casamento real não dá né? Pior, de uma falta de inteligência maior ainda. A moça agora virou celebridade. Vai pousar de bunda de fora e ser entrevistada por todos os programas de TV. Que burrice, Daniella!!! Mas acho que a maior falta de educação da senhora Nazário foi com a imprensa mesmo. Ninguém faz uma festa em um castelo se não quer aparecer e fazer badalação. O educado neste caso seria abrir uns 15 minutos para a imprensa trabalhar e depois fechar a festa para os convidados. Mas não foi isso que aconteceu. Pelo que eu lí nos jornais, Daniella já está bastante queimada com a imprensa espanhola e eu ia achar muito legal se a imprensa brasileira se recusasse a falar com ela. Mas isso não vai acontecer. Esse pessoal me enoja. Quando estão no anonimato não cansam de procurar a imprensa para qualquer coisa, depois pisam nos profissionais como se eles fossem lixo. Mas agora a Cicarelli não precisa mais da imprensa. Ela já achou o Ronaldinho e fez o famoso alpinismo social. Vamos ver como vai ser o amanhã.
:: Por | 11:25 PM | ::
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Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
OS GUERRILHEIROS DA NOTÍCIA
Quem trabalha em qualquer veículo jornalístico sabe o quanto é dura a vida de um repórter. A notícia não tem hora para acontecer e ele sempre tem que estar lá, informando e dando a cara pra bater. Muitas vezes é insultado, agredido e geralmente é a pessoa que passa por poucas e boas dentro de um jornal. Suas perguntas muitas vezes cheias de veneno têm a capacidade de tirar qualquer um do sério, mas o dever dele é perguntar e isso é algo que ele sabe fazer como ninguém. Apesar do glamour de ser repórter (aparecer na TV, ter seu nome escrito no topo de uma matéria, ganhar notoriedade), penso que é uma profissão muito ingrata. Como todos os seres humanos, as vezes não estamos nos nossos melhores dias, com isso é normal que não façamos nosso trabalho com a habitual habilidade. Mas não o repórter. Experimente sair para a rua e fazer uma matéria "meia-boca". Em segundos, milhares de telefones estarão tocando e você em muito pouco tempo irá descobrir que falou alguma besteira. Muitas vezes um erro pode custar a carreira de um repórter. Isto porque é ele quem leva o nome da emissora de TV ou do jornal/revista em questão para todas as casas. Ser repórter é, com certeza, uma profissão ingrata. Mas o repórter tem uma missão nobre e acredito que é isso que faz com que muitas pessoas optem por essa profissão. Ele é o primeiro a ver o que está acontecendo e é ele quem tem o dever de contar os fatos à sociedade. Isso pode parecer pouca coisa a uma primeira vista, mas não é. Sua visão dos fatos é a que vai orientar milhares e milhares de telespectadores e é por meio de suas palavras que op mundo irá saber o que está acontecendo. Difícil esquecer o Pedro Bial narrando a queda do muro de Berlim em 1989, ou mais recentemente, a Zileide Silva contando sobre os atentados às Torres Gêmeas no exato momento em que e eles aconteciam. Fatos que vão mudar para sempre a história do mundo e que nós ficamos sabendo por meio deles, os repórteres.
Hoje, dia 17 de Fevereiro, é o dia do repórter e por isso aqui vão os meus parabéns para esse profissional acima da média.
:: Por | 2:33 PM | ::
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Terça-feira, Fevereiro 08, 2005
O PORTÃO E A PORTELA
Já adianto que não sou bom sujeito uma vez que não gosto de samba. Pelo menos é o que prega a música. Só não descobri ainda se sou ruim da cabeça ou doente do pé, mas o fato é que eu abomino samba e carnaval. Dito isso preciso confessar que fiquei tocado com uma cena que vi na madrugada desta segunda-feira.
Eram mais ou menos três horas da madrugada. Já havia tentado dormir de todas as formas mas a insônia teimava em me atazanar. Tentei ler um livro, depois passei à uma revista, depois simplesmente fiquei com a luz desligada olhando para o teto... tudo em vão. Quando já não tinha mais forças resolvi apelar e ligar a televisão no desfile das escolas de samba. Pois bem, a Portela estava desfilando e eu continuava sem gostar do carnaval pois via na avenida a mesma coisa de sempre. Mas de repente algo aconteceu. Quando a escola acabou de desfilar, um carro ficou para trás, esquecido do outro lado da Marquês de Sapucaí, na concentração das escolas. A questão é que o carro que fechava o desfile da Portela era simplesmente o mais importante de todos. Trazia ninguém menos que a Velha Guarda da escola e não é preciso entender muito de samba e carnaval para saber que a Velha Guarda é uma das alas mais importantes de qualquer escola, ainda mais se tratando da Portela. De repente uma grande confusão estava armada. A escola já havia desfilado e a Velha Guarda continuava lá, incólume, parada do outro lado da avenida. O mais impressionante era a expressão no rosto dos integrantes. Dito uma vez que eles não iriam mais desfilar, uns caíam num choro profunfo, outros ficavam estáticos, olhando para o nada, procurando achar palavras para descrever aquela inusitada situação.
Vamos aos fatos: cada escola tem 80 minutos para desfilar. Gasto este tempo os portões da concentração se fecham e nada mais entra na avenida. O fato é que o último carro, o que trazia a Velha Guarda, era muito grande e quebrou, com isso o tempo foi passando e uma vez gastos os 80 minutos os portões foram fechados. Vendo a situação constrangerdora em que se achavam os maiores ícones do samba carioca, a Liga Organizadora das Escolas de Samba do Rio resolveu tomar uma providência e abriu os portões para a Velha Guarda passar. O que se viu em seguida com certeza vai entrar para a história do carnaval. Sem o som da bateria para cadenciar o ritmo, sem o som dos puxadores do samba, sem som algum, a Velha Guarda entrou na Marquês de Sapucaí cantanto o tema da escola e acompanhada pela ovação das arquibancadas que aplaudiam sem parar. A cena era realmente emocionante. Enquanto aqueles velhos sambistas, com mais de 30 anos de avenida cada um, passavam cantando e chorando pela avenida, a arquibancada parecia vir abaixo com o barulho feito pela torcida. Alguns integrantes mais velhos não aguentaram a emoção e tiveram que ser socorridos, outros foram até o final como numa marcha pós vitória de guerra. Indescritível, me faltam palavras para descrever aquele momento. Das três às quatro da manhã o carnaval carioca parou. Não havia mais jurados, escolas rivais, torcidas rivais. Havia apenas uma única torcida. A torcida pelos que fizeram do carnaval carioca um dos maiores espetáculos da Terra e que se viam naquele momento em uma situação de imenso constrangimento. Passada aquela uma hora tudo retornou ao normal. O carnaval voltou a chato e entediante como sempre e as escolas restantes voltaram a avenida. A cena que marcou foi a dos velhos sambistas da Portela, a escola mais antiga do Rio de Janeiro, do lado de fora da Sapucaí, chorando, com seus adereços na mão, voltando para casa depois de uma madrugada inesquecível até para quem não gosta de carnaval.
:: Por | 8:51 AM | ::
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Sábado, Janeiro 29, 2005
NÃO ADIANTA MÁ.... EU VOU ESTAR.
Eu não vou pro inferno
Eu não iria tão longe por você
Mas vai ser impossível não lembrar
Vou estar em tudo que você vê
Nos seus livros
Nos seus discos
Vou entrar na sua roupa
E onde você menos esperar...
Eu vou estar
Eu não vou pro céu também
Eu não sou tão bom assim
Mesmo quando encontrar alguém
Você ainda vai ver... a mim
Nos seus livros
Nos seus discos
Vou entrar na sua roupa
E onde você menos esperar...
Embaixo da cama
Nos carros passando
No verde da grama
Na chuva chegando
Eu vou voltar....
Nos seus livros
Nos seus discos
Vou entrar na sua roupa
E onde você menos esperar...
Eu vou estar
:: Por | 3:42 PM | ::
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Sexta-feira, Janeiro 28, 2005
QUANDO VOCÊ ESTIVER SOFRENDO
Ná época do Buda, uma mulher chamada Kisagotami sofreu a morte de seu filho único. Sem conseguir aceitar o fato, ela corria de um a outro, em busca de um remédio que restaurasse a vida da criança. Dizia-se que o Buda teria esse medicamento. Kisagotami foi ao Buda, fez-lhe reverência e apresentou seu pedido.
- O Buda pode fazer um remédio que recupere meu filho?
- Sei da existência desse remédio - respondeu o Buda. - Mas para fazê-lo, preciso de certos ingredientes.
- Quais são os ingredientes necessários? - perguntou a mulher aliviada.
- Traga-me um punhado de sementes de mostarda - disse o Buda. A mulher prometeu obter o ingrediente para ele; mas, quando ela estava saindo, o Buda acrescentou um detalhe. - Exijo que a semente seja retirada de uma casa na qual não tenha havido morte de genitor, conjugê, criança ou criado.
A mulher cocordou e começou a ir de casa em casa à procura da semente de mostarda. Em cada casa as pessoas concordavam em lhe dar as sementes; mas, quando ela lhes perguntava se havia ocorrido alguma morte naquela residência, não conseguiu encontrar uma casa que não tivesse sido visitada pela morte. Uma filha nessa aqui, um criado na outra, em outras um marido ou pai havia morrido. Kisagotami não conseguiu encontrar um lar que fosse imune ao sofrimento da morte. vendo que não estava só na sua dor, a mãe desapegou-se do corpo inerte do filho e voltou ao Buda, que disse com enorme compaixão:
- Você achava que só você tinha perdido um filho. A lei da morte consiste em não haver permanência entre todas as criaturas vivas.
:: Por | 1:41 AM | ::
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Domingo, Janeiro 23, 2005
É triste dizer "oi", quando a vontade é dizer "te amo"
É triste dizer "te esqueci", quando você está cada vez mais em meus pensamentos.
É triste ter o máximo de esperança, quando não há o mínimo de possibilidade.
É triste te ver e não te tocar.
É triste te amar.
:: Por | 3:24 PM | ::
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Sábado, Janeiro 22, 2005
AHH SE ELA SOUBESSE...
Infelizmente, é com extrema frequência que entendemos uma diminuição da paixão como um sinal da existência de um problema fatal no relacionamento. E, na maior parte das vezes, o primeiro indício de mudança no nosso relacionamento pode gerar uma sensação de pânico, uma impressão de que algo deu terrivelmente errado. Talvez não tenhamos escolhido o parceiro certo, no final das contas. Nosso companheiro simplesmente não parece ser a pessoa pela qual nos apaixonamos. Surgem desavenças - podemos estar a fim de sexo, e nosso parceiro estar cansado; podemos querer ver um filme especial, mas ele não se interessa pelo filme ou está sempre ocupado. Por isso concluímos que tudo está acabado. Afinal não há como ignorar o fato de estarmos nos afastando. As coisas simplesmente não são mais as mesmas. Talvez devessemos nos separar. No entanto, antes de declarar um relacionamento morto, uma das coisas mais benéficas que podemos fazer quando nos damos conta de uma mudança é simplesmente tirar uma distância, avaliar a situação e nos armr com o maior conhecimento possível sobre os padrões normais de mudança em relacionamentos.
Com o desenrolar de nossa vida, passamos da tenrra infância para a infância, a maturidade e a velhice. Aceitamos essas mudanças no desenvolvimento individual como uma progressão natural. Um relacionamento, entretanto, é também um sistema vivo dinâmico, composto de dois organismos que interagem num ambiente. Em qualquer relacionamento há diferentes dimensões de intimidade - fisica, emocional e intelectual. É normal que o equilibrio tenha um movimento cíclico: às vezes a intimidade física diminui mas a intimidade emocional pode aumentar; em outras ocasiões não temos vontade de trocar palavras mas só de receber um abraço. Se tivermos nossas antenas voltadas para essa questão, podemos nos alegrar com o desabrochar da paixão num relacionamento; mas, se ela arrefecer, em vez de sentir preocupação ou raiva, podemos nos abrir para novas formas de intimidade que podem ser igualmente satisfatórias - ou talvez mais. Quando este estágio for alcançado, com certeza teremos um amor mais profundo, mais estável.
(Dalai Lama - A Arte da Felicidade)
:: Por | 4:22 PM | ::
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Quinta-feira, Janeiro 20, 2005
FORÇA CAIPIRA
Por que será que o Campeonato Paulista é, sem sombra de dúvida, o torneio estadual mais importante e emocionante do país? A resposta está a apenas alguns quilômetros, no interior de São Paulo.
Nenhum outro Estado tem um interior tão forte como o de São Paulo e o futebol acompanha essa força. Tomando como base o Campeonato Brasileiro, apenas uma equipe conseguiu ser campeã deste torneio em 34 anos de existência. Foi o Guarani, de Campinas, em 1978. Careca fez o gol e deu ao Guarani mais do que um título, deu ao Guarani um nome na história do futebol. Quem vai hoje ao Brinco de Ouro, estádio do Guarani, consegue ler na arquibancada em letras garrafais a frase: "O único time do interior a ganhar um Campeonato Brasileiro." O Bragantino também quase ficou com um Brasileirão, mas acabou perdendo o título para o São Paulo em 1991. O Paulista de Jundiaí despontou no ano passado e fez a final do Paulistão com o São Caetano. E o Ituano que em 2000 ficou com o título do Super Paulistão. Esse são apenas alguns exemplos. Agora a pouco o Mogi Mirim venceu os Gambáticos do Parque São Jorge por 2 a 1 mostrando que o interior está mais forte do que nunca. E o interior dos outros Estados? Você conseguiria dizer o nome de 5 times do interior do Rio de Janeiro ou de Minas Gerais? Provavelmente não. E se conseguiu com certeza teve que pensar um pouco. Os campeonatos estaduais são muito chatos. No Rio a disputa é entre Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. No Rio Grande do Sul temos Inter e Grêmio, muito de vez em quando o Juventude aparece para estragar a festa. E em Minas é pior ainda. Ou da Atlético, ou Cruzeiro, não tem erro. Em São Paulo é difrente. Ano passado o campeão do Paulistão foi o São Caetano e o campeão da Copa do Brasil foi o Santo André. Não dá pra dizer que estes sejam times do interior, mas há seis anos ninguém sequer sabia da existência deles. É essa capacidade de renovação e de criação de bons times que faz São Paulo ter o futebol mais forte do país. Não fosse nosso interior estariamos fadados a termos campeonatos medíocres como o Mineiro, o Gaúcho ou o Carioca.
:: Por | 1:20 AM | ::
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Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
NÃO FALA DE MARIA
Não fala de Maria
Maria lembra mar
Que lembra aquele dia
Que não é bom lembrar
Que dia, que tristeza
Que noite, que agonia
Que puxa a correnteza
E traz a maresia
E bate aquele vento
Que lembra um assobio
Que lembra um sofrimento
Que eu não merecia
Não fala não, te esconjuro
Que só de imaginar
O tempo fica escuro
E o espanto agita o mar
Que lembra aquele dia
Que lembra uma canção
Que faz lembrar Maria
E aí não lembro não
A coisa fica séria
É como um turbilhão
Fazendo uma miséria
No meu coracão
Que faz lembrar Maria
E aí não lembro não
A coisa fica séria
É como um turbilhão
Fazendo uma miséria
No meu coracão
Chico Buarque
:: Por | 1:06 AM | ::
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Quinta-feira, Janeiro 13, 2005
ATÉ QUE ENFIM SURGE UMA SÉRIE QUE RESPEITA O PÚBLICO E O ATOR.
Ontem estava vendo Hoje é Dia de Maria e pensava comigo mesmo como era bom ver um trabalho como aquele na televisão brasileira. Hoje, enquanto folheava o jornal ví uma crítica maravilhosa do Sérgio Salvia Coelho, da Folha de São Paulo, que expressava exatamente meus sentimentos pela série e pela TV Brasileira. Por esse motivo resolvi colocá-la neste post. Divirtam-se:
A melhor televisão, veja só, se parece com o teatro. Com seu cenário pintado e o cuidado com seu texto, "Hoje É Dia de Maria" remete ao pioneiro Grande Teatro Tupi de Sérgio Brito, na década de 50, ou às adaptações de Antunes Filho para a TV Cultura nos anos 70.
De lá para cá, o desenvolvimento técnico garantiu uma visibilidade mundial para a TV Globo, mas a produção em escala industrial prendeu o ator em uma vitrine instantânea, lhe oferecendo a fama em proporção inversa às condições para aprofundar seu trabalho. Sem tempo de ensaio, em novelas diluídas por meses em irrelevâncias e mesquinharias, nos últimos tempos um ator de TV só podia se destacar na mídia por sua habilidade em reciclar clichês ou tirando a camiseta.
Por isso é quase um milagre ver renascer, poucos minutos depois do fundo do poço que é o "Big Brother", uma minissérie que respeita a inteligência do público e a dignidade do ator. Talvez nos capítulos a vir alguns pequenos defeitos possam se acentuar, como um certo rebuscamento formal, ou uma dificuldade para entender o texto. Mas o corajoso abandono do naturalismo, com sólidas referências em Villa-Lobos, Portinari, Sílvio Romero e Câmara Cascudo, revela um projeto de vida.
Luiz Fernando Carvalho teve que esperar mais de dez anos e perder o roteirista Carlos Alberto Soffredini, mas, tendo em Luís Alberto de Abreu um sucessor à altura, agora tem condições ideais para comandar atores criadores, capazes de dar conta do desafio.
Assim, já no primeiro capítulo, a Globo finalmente usa plenamente o enorme talento de Osmar Prado e Fernanda Montenegro, em um pacto apaixonante de não ceder à facilidade. Vai buscar uma atriz como Juliana Carneiro da Cunha, que deslumbra a Europa como primeira atriz do Théâtre du Soleil, mas inexplicavelmente é ignorada ainda do grande público. Como se não bastasse, lança na estréia a menina Carolina Oliveira, que combinando espontaneidade e uma desenvoltura técnica invejável, provoca um deslumbramento que remete a Haley Joel Osment, o menino de "A.I. - Inteligência Artificial".
Impondo esse respeito, temas que sempre são tratados com condescendência e ambigüidade, como a pedofilia e o trabalho infantil, surgem ao mesmo tempo com crueza e suavidade: quando uma menina é violentada pelo pai, a única saída digna são os pássaros mágicos do Giramundo.
A erudição do popular, muito além do folclore, ressaltada pela trilha de Tim Rescala e da participação de artistas tradicionais, conduz Maria por um romance de formação que resgata o imaginário brasileiro. Quando uma peça de teatro atinge esse nível de excelência, é uma grata missão para o crítico avisar ao público para ir comprovar o fato. Na TV, que tem o poder de centuplicar as testemunhas, as conseqüências podem ser ainda mais positivas.
É uma data a ser guardada. O grande feito artístico para um ator brasileiro já não é mais hoje ser menosprezado por Hollywood, mas sim ser endossado, com todas as condições a que tem direito, pela televisão brasileira.
:: Por | 2:13 PM | ::
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Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
VÃO-SE OS CRAQUES, E OS TÉCNICOS TAMBÉM.
Há poucos dias eu estava vendo uma reportagem na TV quando um garoto de aproximidamente 14 anos, aspirante a jogador de futebol profissional, disse a seguinte frase: Estou me preparando bem, tenho treinado muito para poder subir para o profissional e ir jogar na Europa. Vejam só como estão as coisas.
Tenho só 22 anos, não sou da época de ouro do futebol mas fico imaginando como era bem mais legal torcer antigamente. Rivelino jogou a vida toda no Brasil. Fez história no Corinthians e no Fluminense, mas sempre esteve em gramados brasileiros. Pelé, quem melhor que ele, premiou os santistas com longos e longos anos de amor e fidelidade ao Peixe. Só saiu do clube quando resolveu se aposentar e foi pendurar as chuteiras onde ninguém curte futebol. Foi melhor assim. E o que dizer então de Ademir da Guia, o eterno meio campista da Academia. São muitos e muitos nomes, mas como não sou nenhum Paulo Vinicius Coelho, não vou me recordar de todos. O que quero dizer é que antes o atleta tinha amor ao clube, jogar fora era mais difícil. Hoje um jogador de destaque não dura mais do que uma temporada em um clube brasileiro. Como são paulino que sou, me lembro que o último grande ídolo a passar pelo Tricolor foi o Raí em longínquos inicio da década de 90. E assim foi, com todos os times, todos os bons jogadores, e até os medianos. Não sei como será daqui pra frente, mas pela entrevista que vi e pelo andar da carruagem, acho que o Brasil em pouco tempo deixará de ser um país revelador de craques. Os meninos estão indo embora tão cedo, que nem o gostinho de um bom futebol eles vão deixar mais.
Mas pelo menos o Brasil ainda é um celeiro de técnicos certo?? Não é qualquer país que tem um Luis Felipe Scolari, um Zagalo e um Carlos Alberto Parreira. Isso sem falar no aposentado mestre Telê Santana não é?? Era. Esta realidade também está prestes a acabar. A ida de Vanderlei Luxemburgo para o Real Madrid representa um marco na história do futebol brasileiro. Nunca um técnico brasileiro havia assumido um time de ponta na Europa e Vanderlei abriu essa porta. Se eu estou contente com a ida dele??? Claro que naum. É mais uma estrela que perdemos para a Europa e um caminho perigoso que pode estar sendo traçado. O futebol brasileiro, que já peca pelo baixo nível dos jogadores, tem como único brilho as revelações técnicas que estão surgindo. Não fossem Zetti, Péricles Chamusca entre outras boas surpresas, o Brasileirão seria mais lastimável do que já é. São estes técnicos que estão dando um pouco mais de brilho ao futebol que o Brasil merece ter. A se manter o bom trabalho que Vanderlei vem realizando frente ao Real, além dos jogadores, os europeus podem começar a levar nossos técnicos. E se isto acontecer teremos aberto, definitivamente, a caixa de Pandora.
:: Por | 12:42 AM | ::
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Segunda-feira, Janeiro 10, 2005
???????
Este post não precisa de titulo nem de nome. A pessoa a qual ele foi dedicado sabe quem é. E a foto deixa uma dica tb né?? (ahahaha). Falando sério, é uma pessoa que dispensa comentários. Um leitor assíduo deste humilde espaço desde o começo e que está sempre fazendo comentários e participando. Uma pessoa que não merece apenas um post, merece muito mais pela amizade e pela felicidade que distribui por onde passa. Uma pessoa que me deixa muito orgulhoso por tê-lo como amigo e que SEMPRE que eu precisei esteve disponível para me dar apoio. Um grande abraço e obrigado por existir.
:: Por | 9:17 PM | ::
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Domingo, Janeiro 09, 2005
O TEMPO NÃO PARA
Qual não foi a minha surpresa ao chegar em casa hoje, abrir meu blog e ver seis comentários no meu texto. A última vez que isso aconteceu foi quando o pessoal da Gazeta resolveu tirar onda com o minha cara por causa do layout deste humilde blog. Sendo assim já fui ver os comentários preparado mas fiquei surpreso, diria até emocionado, com o que lí.
Quando entrei na TV Gazeta para trabalhar nunca poderia imaginar que fossem vir de lá as palavras mais reconfortantes que ouvi em toda a minha vida. Aliás, a Gazeta foi meu primeiro trabalho sério e fico sem palavras ao dizer quão bem sou tratado hj pelos que trabalham lá. Sinceramente fiquei emocionado ao saber que tanta gente se preocupa comigo, gosta do meu trabalho, vem me dar conselhos. Se tem uma coisa qu eu aprendi com toda essa história é que amores vêm e vão, mas os amigos ficam para sempre. A partir do momento que entrei na Gazeta, algumas pessoas começaram a fazer parte da minha vida. Hoje são mais do que apenas companheiros de trabalho, são amigos e amigos que eu sei que posso confiar porque me mostraram muito carinho e afeto quando ninguém precisava fazer isso. A dor da perda é dura, quase insuportável. Mas a vida parece que sempre nos traz o remédio certo e eu fico muito, mas muito orgulhoso mesmo de saber que eu tenho grandes amigos como vocês. A vida vale a pena por esse tipo de coisa. Aos que vieram me trazer palavras tão bonitas e me dar o apoio quando eu mais precisava, saibam que por mais que a vida nos separe esse momento foi muito marcante e por isso todos vocês ficarão guardados para sempre na minha lembrança e no meu coração.
O tempo não para, a vida é curta demais para ser vivida com sofrimento e eu preciso agradecer todos os dias por ter amigos iguais a vocês. Obrigado!!!!!!
:: Por | 4:22 PM | ::
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Domingo, Dezembro 26, 2004
SERÁ QUE É TARDE DEMAIS?
Hoje é dia 26 de dezembro. O natal já passou, toda a família se reuniu numa grande festa de celebração. Motivo de felicidade certo? Errado.
Este não foi o melhor ano da minha vida, aliás, se pudesse colocá-lo na escala dos cinco piores ele estaria no pódio com certeza. O primeiro semestre transcorreu sem maiores problemas. A partir de Agosto uma nuvem negra resolveu ficar bem em cima da minha cabeça. Começei o semestre recendo ameças de morte e fui obrigado a ajudar uma gangue do PCC. Menos de um mês depois meu carro foi roubado e sói Deus sabe por que não me levaram junto. Até aí tudo bem, moramos em uma cidade vioenta e temos que agradecer todos os dias por chegarmos em casa sãos e salvos. Resolvi fazer um curso no periodo da manhã. Um curso bem puxado, que me tomava 4 horas de estudo e dedicação todos os dias, junte isso com trabalho e faculdade e você vai ver que 24 horas podem te deixar muito mais exausto do que você imagina. Mas até ai tudo bem também. Chega uma hora na nossa vida em que a gente tem que dar um gás para não ser uma pessoa medíocre. Tudo que os medíocres conseguem é a mediocridade e eu, sinceramente, não nasci para ser medíocre. Foi aí que pintou o grande problema. No meio de tudo isso: curso, trabalho, faculdade, problemas, problemas e problemas, havia uma pessoa. Uma pessoa que me amava e que queria compartilhar esses problemas todos comigo. E o que aconteceu? Eu não dei valor para isso. Começei a tratá-la com indiferença, irritação. Foram longos e penosos quatro meses a tratando mal, até que o amor acabou e nós nos separamos. No começo foi legal. A sensação de liberdade embriaga, te deixa bobo. Mas depois de um tempo vem a ressaca e ai... Ai tentei correr atrás do tempo perdido. Meu curso acabou e eu passei, minha faculdade acabou e eu passei, comprei o outro carro com o dinheiro pago pelo seguro. Em suma, todos os meus problermas foram resolvidos, mas aí eu me vi sem ninguém. Fui tentar correr atrás dela de novo mas ela já estava com outra pessoa. Não odeio ela por isso. Eu fiz por merecer. Mas doi, doi muito, e é uma dor que eu não desejo para ninguém. Dizer que eu torço muito para ela ser feliz é hipocrisia, minha torcida era para que ela voltasse para mim. Até tentamos, fui vê-la, foi um chororô danado, mas acho que me arrependi. nunca mais vou esquecer algumas palavras ditas pr ela como: "não sei se eu gosto de você porque gosto de você ou se é só porque você foi meu primeiro namorado. Eu quero experimentar outras pessoas para descobrir se é de você mesmo que eu gosto."
Pois é, aqui estou eu agora. Me sentindo absolutamente um nada. A menina que eu amo, que eu queria passar todos os dias da minha vida foi embora, e por minha causa, minha culpa. Ela é linda, meiga, carinhosa e por isso foi fácil para ela achar outra pessoa. Eu??? Bem, eu estou aqui agora. Tendo que ver a pessoa que eu mais amo neste mundo nas mãos de outra pessoa. Vivendo todos os dias sabendo que ela está tentando ser feliz com outro e que vai tentar fazer de tudo para me esquecer. A gente só dá valor depois que perde. Eu sei que é puro jargão, mas é verdade.
Se eu pudesse dar um conselho para alguém diria: por mais que a vida te deixe empolgado com algumas coisas, não esqueça de quem está sempre do seu lado, nos momentos bons e ruins da sua vida. Uma hora você pode estar de saco cheio dessa pessoas, pode querer ficar um pouco sozinho, mas não deixe ela ir embora como eu deixei.
Fico tentando me enganar, pensando se é tarde demias quando eu sei que é. Talvez a vida me traga outras pessoas, como trouxe para ela. Mas hoje, dia 26 de dezembro, estou me sentindo a pessoa mais sozinha do mundo.
:: Por | 2:18 PM | ::
METROPOLIS